Participação associativa

Quanto à participação associativa, verificou-se que o número de sócios nas associações científicas é muito variável, podendo ir das poucas dezenas aos vários milhares. Os investigadores e docentes universitários são predominantes, sobretudo nas sociedades científicas disciplinares, mas muitas associações esforçam-se por captar também sócios entre os profissionais e docentes do ensino não superior e entre os estudantes, com o objetivo declarado de rejuvenescer as associações. Quanto às formas de chegada à associação, o meio mais comum é a recomendação interpessoal, de um professor ou de um colega de trabalho, seguindo-se-lhe um evento realizado pela associação ou o website da mesma. Quanto às motivações para aderir à associação, surge à cabeça e com bastante distanciamento das restantes categorias, a identificação com os objetivos da associação. A segunda motivação mais importante é a participação nas atividades da associação e só depois são valorizados os fins instrumentais de obter benefícios nos serviços, eventos e no currículo científicos. Predomina uma participação “passiva” na vida da associação, restrita ao pagamento de quotas, à presença nos encontros científico e à leitura das publicações. Os benefícios de ser membro das associações mais valorizados são a pertença a uma comunidade e o contributo para o desenvolvimento da ciência, seguido da promoção da cultura científica. Só depois são referidos benefícios mais instrumentais, como o acesso a informação sobre eventos e sobre descobertas, o conhecimento do campo e o convívio com pessoas com interesses semelhantes. Quando instados a assinalar os problemas com que se debate a sua associação, o mais frequentemente referido é a falta de visibilidade ou de divulgação, seguindo do pouco envolvimento dos membros.

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