Criação das associações

No que respeita à emergência das associações científicas, encontram-se dois processos muito distintos: a criação autónoma, de “geração espontânea”, e a separação a partir de uma associação-mãe. Uma parte substancial das associações surge em contexto universitário ou, menos frequentemente, no âmbito de um Laboratório do Estado, ainda que a maioria destes casos manifeste desde cedo uma preocupação em alargar o seu âmbito da associação para além da instituição fundadora (outras universidades) ou mesmo fora da esfera académica (prática profissional). Nas narrativas dos momentos fundacionais está muitas vezes presente a referência à organização de encontros ou workshops que precedem e impulsionam a formalização da associação, o papel de figuras individuais ou a influência do contexto internacional, nomeadamente a existência de associações congéneres no estrangeiro. No caso das associações de teor disciplinar (sociedades científicas mas também associações profissionais), o seu surgimento está frequentemente ligado ao desenvolvimento da área científica de base. A criação da maioria destas associações terá beneficiado fortemente do aumento da massa crítica do sistema científico português, primeiro com a criação de licenciaturas, depois de mestrados e doutoramentos, com os correspondentes aumentos de docentes e discentes nas diversas áreas científicas.

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