Sessão 2

Alguns casos de associações
 
·         Contributos para a Ciência pela Sociedade de Geografia de Lisboa, Rui Pinto (SGL)
     Desde 1875 que a Sociedade de Geografia de Lisboa tem sido um local por excelência de pluridisciplinaridade e de interdisciplinaridade. Atravessou dois séculos mantendo a sua produção científica através do Boletim Português mais divulgado pelo Mundo. Responsável pela introdução e desenvolvimento de várias áreas da ciência, tem procurado adaptar-se às novas realidades. Interventora na defesa das fronteiras nas ex. colónias foi também palco de grandes discussões públicas sobre a modernização das matérias científicas. Que futuro se pretende para a Sociedade de Geografia de Lisboa é o que pretendemos analisar.
 
·         Grupo de Estudos em Evolução Humana: o seu papel na sociedade e na Ciência, Sandra Assis e Vanessa Campanacho (CIAS, UC, GEEvH)
     A rápida produção de conhecimento científico conjugada com a complexidade de algumas temáticas tem, por vezes, conduzido a um afastamento entre a ciência e o público. A necessidade de difundir as novas descobertas no campo da Evolução Humana levou à constituição do Grupo de Estudos em Evolução Humana (GEEvH). O GEEvH é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 2004 durante a 4ªedição do antigo Mestrado em Evolução Humana da Universidade de Coimbra. O GEEvH tem como finalidade o desenvolvimento e a divulgação da investigação científica através da acção voluntária dos sócios, mediante: 1) a organização e promoção de encontros científicos; e 2) a intensificação do contacto com entidades científicas similares. Em Portugal, a temática da Evolução Humana tem sido negligenciada. Ao investir nesta área científica, o GEEvH criou novas oportunidades e veículos de divulgação anteriormente inexistente, estabelecendo pontes entre dois universos distintos: a investigação académica, nomeadamente no domínio da Antropologia e da Arqueologia; e o público em geral, designadamente, a população escolar. A colaboração académica permite o acesso à investigação nacional e internacional, assim como o estabelecimento de novas parcerias científicas. Aos estudantes são veiculadas as mais recentes descobertas, incutindo o interesse futuro por estas áreas de investigação.
 
·         A experiência da Sociedade Portuguesa de Ciências Cognitivas, Manuel Curado e José António Alves (U. Minho)
      A presente comunicação procura descrever a experiência da associação científica portuguesa Sociedade Portuguesa de Ciências Cognitivas. Esta associação científica nasceu num encontro realizado a 19 e 20 de Dezembro de 2003 em Soutelo, Braga, em que participaram professores e alunos de várias edições do Mestrado em Ciências Cognitivas. Alguns meses mais tarde, a 9 de Junho de 2004, era assinada a escritura da constituição da associação “Sociedade Portuguesa de Ciências Cognitivas”. São enfatizados alguns aspectos da vida desta associação: a ligação à experiência universitária pós-graduada, a organização de eventos, a constituição de um órgão para publicitar os resultados da investigação e a organização de eventos, e a dificuldade em obter financiamento e associados. Como se trata de uma associação que se ocupa de um assunto interdisciplinar muito recente, são feitas duas reflexões. A primeira ocupa-se da desadequação dos modelos de financiamento da ciência em relação a projectos interdisciplinares. A segunda ocupa-se do problema mais abstracto da base epistemológica deste tipo de empreendimentos científicos. Para terminar, analisa-se comparativamente a vida desta associação científica portuguesa com a de congéneres estrangeiras e esboça-se um pequeno inventário de linhas de acção futuras.
 
·         INODES - Associação de Inovação e Desenvolvimento em Saúde Pública, Pedro Sá Moreira (DGS-MS)
 
      A INODES tem como objetivo principal, a promoção e apoio à inovação e desenvolvimento em saúde pública. À luz dos fins perseguidos na sua área de atuação, a INODES visa: Apoiar e acrescentar valor aos projetos em desenvolvimento e desenvolvidos por organizações públicas e privadas de saúde pública, universidades e demais centros de investigação; Auxiliar no desenvolvimento de linhas de investigação inovadoras na vertente da saúde pública ou temas similares; Promover a interação e a partilha de conhecimentos a nível nacional e internacional; Fomentar a criação de redes de comunicação integrando os atores sociais interessados e disponíveis para influenciar e potenciar a melhoria da saúde pública; Promover o conhecimento sobre a realidade do sistema de saúde português e proporcionar a todos aqueles, que de uma maneira ou outra, podem influenciar a saúde em Portugal, uma análise precisa, periódica e independente da evolução do mesmo, bem como dos fatores que a determinam, de modo a facilitar a formulação e implementação de políticas de saúde efetivas; Promover e/ou financiar a realização de projetos de investigação em saúde pública e domínios afins; Promover e/ou financiar a formação de investigadores nacionais em estudos pós-graduados; Atribuição de prémios a projetos de excelência em saúde pública e domínios afins; Promover a organização de seminários, conferências, encontros, cursos, reuniões e outras ações de carácter público, para divulgação, discussão e aprofundamento do conhecimento científico, visando o debate entre os membros da INODES e de outros organismos, de temas relacionados com a saúde pública e domínios afins e políticas de saúde; Privilegiar as ações que resultem na divulgação científica, através de publicação científica ou outro meio idóneo de disseminação de resultados de projetos científicos;Promover a publicação de literatura científica sobre saúde pública e domínios afins;Promover a cooperação entre investigadores e instituições portuguesas que se dediquem à investigação, inovação e desenvolvimento em saúde pública com congéneres estrangeiros;olaborar com entidades externas, dentro dos princípios legais e deontológicos aplicáveis.
 
·         O contributo da AESDA para o conhecimento espeleológico em Portugal, Frederico Tátá Regala (AESDA)

     A AESDA é uma ONG sem fins lucrativos e com aspirações científicas, que tem desenvolvido a sua actividade desde 1992. Os contributos desta Associação para o conhecimento e a investigação científica estão subordinados à Espeleologia nas suas diversas vertentes, sendo relevantes as descobertas realizadas ao nível da Biologia Subterrânea, Arqueologia e Paleontologia, para além dos trabalhos de pesquisa, inventariação, exploração e registo de cavidades subterrâneas, naturais ou resultantes da actividade humana, de Norte a Sul de Portugal. Para além da linha editorial própria, através do boletim informativo Trogle, os trabalhos realizados sob a égide da AESDA, ou com esta relacionados, têm sido publicados em revistas científicas de diferentes especialidades e divulgados em eventos nacionais e internacionais. Pretende-se com a presente comunicação dar conhecimento do percurso da Associação de Estudos Subterrâneos e Defesa do Ambiente. Embora se pretenda centrar a tónica nos principais trabalhos realizados, que em muitos aspectos constituem contributos para o conhecimento científico, também se tecem considerandos sobre aspectos sociológicos e da dinâmica colectiva que pautaram os quase vinte anos de experiência associativa.

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